Eu não gostava dele...mas naquele tempo haviam coisas boas!
O Portugal de Salazar foi uma Nação grande, repartida por quatro continentes, com incalculável importância geoestratégica e grandes responsabilidades históricas; o Portugal de hoje é minusculo e exíguo rectângulo.O Portugal de Salazar foi uma Nação independente com autonomia de julgamento e decisão; o Portugal dos nossos dias abdicou da soberania e esmera-se na obediência à cartilha de estrangeiros.
O Portugal de Salazar foi inflexivel na defesa da população ultramarina contra terroristas assassinos; o Portugal abrilino abandonou a mesma população à sanha dos seus algozes.
O Portugal de Salazar defendeu a dignidade da pessoa humana, garantiu a ordem nas ruas e a segurança dos cidadãos; o Portugal da actualidade considera a dissolução do carácter e as aberrações morais como exercício da liberdade, e condescendente com desordeiros e militantes, não oferece segurança às pessoas de bem, seja em casa ou nas ruas.
O Portugal de Salazar angariou riqueza. Riqueza envergonhada, não. Recatada, privada, sem propaganda, sim. Os actuais novos ricos é que ostensivamente badalam os seus bens em revistas pimba, numa desavergonhada ostentação de proventos duvidosos. A "riqueza envergonhada" do Dr. Salazar no Portugal de ontem, foi aplicada no desenvolvimento do País e em outras tantas coisas que seria enfadonho enumerá-las, mas as apontadas são a prova de que ela foi sabiamente empregue, como sejam: nas duas pontes (Porto e Lisboa), obras de engenharia excelentes; numa marinha mercante invejada, uma transportadora aérea de gabarito internacional, estaleiros com encomendas de todo o mundo, indústrias, comércio agro-pecuário e uma extraordinária capacidade de suportar sozinho a guerra que nos fora imposta por "aliados" traiçoeiros que com os olhos postos no Ultramar se viam ultrapassados na corrida que Portugal mantinha para liderar o monopólio mundial, onde o escudo português tinha valor idêntico à libra e ao dólar.
O Portugal de Salazar dotou o país de infra-estruturas, promoveu a sua industrialização e protegeu os sectores-chave da economia, integrando-o paulatinamente e com salvaguardas nos espaços económicos de livre-comércio, gerado pela Abrilada, arruinou as estruturas económicas e preside alegremente ao desmantelamento da indústria, da agricultura e das pescas, segundo o receituário mundialista. Razão tinha o Dr. António de Oliveira Salazar quando confessou que o seu nome seria retirado da ponte que mandou construir. Ao tentar apagar o passado com esse gesto mesquinho e hipócrita, os políticos ambiciosos e oportunistas que surgiram com a revolução militar dos cravos tentaram, inutilmente, fazer esquecer a figura de um Homem que serviu a Pátria com patriotismo e honestidade. Estão mostrando de verdade a pequenez dos seus comportamentos delapidando a herança que ele nos deixou quando, orgulhosamente só, sem ajudas exteriores e um Utramar prodigioso colocou Portugal a par das nações poderosas como um aliado a não rejeitar. Mas infelizmente a presente realidade é outra e não podemos fugir a ela. Ao abandonar o Ultramar e rejeitar o escudo, a Nação Portuguesa vive às custas dos subsídios europeus, presta vassalagem aos novos régulos de África, coloca-se de cócoras perante os mais ricos e aceita de espinha dobrada as suas ordens.
O Portugal de Salazar entendia a política como instrumento ao serviço da colectividade e o poder como missão de servir; no Portugal vigente, a política é estratagema para a satisfação de interesses egoístas de pessoas e grupos. enquanto o poder é interpretado como o direito de servir-se.
O Portugal de Salazar cultivava a nossa História, homenageava os nossos Maiores, condecorava os Heróis da Pátria; o Portugal e a juventude abrilina expungem a nossa História, ignoram os nossos Maiores, exaltam os traidores à Pátria. As atitudes javardas dessa juventude transviada, só podem ter sido manipuladas por gente desertora, comunistas, decapitadores de estátuas e vândalos destruidores do nosso passado. Esperemos ao menos que esses jovens, alguns cobardemente encapuçados, sejam severamente punidos. Talvez algum deles seja filho de um homem que não morreu na II Guerra Mundial porque Salazar sabiamente conseguiu que Portugal não entrasse no conflito mortal. Essa escumalha que pratica actos de cara tapada, de cravo vermelho na mão e canta canções do "Zé da Grândola" é a ralé, filhos de uma abrilada, empenhados na destruição de Portugal como Nação.
Diante de tanta traição, tanta apostasia, tanta ignomínia, tanta passividade e tanta dissolução do carácter nacional, cumpre inquirir se o consulado de Salazar não foi - "somente" uma barragem temporária contra o declínio inelutável da Nação portuguesa. Afinal, se os portugueses se estão nas tintas para a sua nacionalidade, se sentem-se bem na companhia de traidores à Patria que amputaram largas parcelas do seu território e promoveram a imolação de milhões de inocentes, se se contentam em comer pelas mãos de estrangeiros, se se regozijam com afrontas à sua História e aos Maiores, se se genufletem sorridentes diante daqueles que nos querem dominar, diluir e absorver - então os portugueses têm o destino que merecem. "25 de Abril", Maastricht, Shengen, Amesterdão, regionalização, iberismo, mundialismo; são tudo etapas da viagem ao aniquilamento físico da Nação, tornado possível - exclusivamente - pela decomposição programada do carácter nacional.
Bem Haja!

3 Comments:
Só quero transmitir através deste post, o meu saudosismo por um aparelho politico que funcionava, ao contrário do que tem acontecido nestes ultimos 30 anos.
A factualidade deste texto, tem sido apagada, e gerações como as nossas, nada se lembram, ou sabem porque a geração de abril se encarregou de fundar este novo estado de sitio em que vivemos, pondo de parte tudo o que fomos e que parece irremediavelmente perdido. Bem haja Jeremias por ter colocado o dedo na ferifa
David, fico positivamente surpreendido com a tua expressão escrita. Devias fazer mais coisas destas...;)
Muito embora eu participe e faça parte dos autores deste blogue, quero demarcar-me em absoluto deste post. Não é uma nem duas vezes já que amigos meus que vêm aqui ler o blogue me perguntam se sou fascista por causa deste texto. Quero deixar bem claro que não concordo da maneira como, aqui, Salazar é exaltado e quase feito um salvador da pátria. Sou Anti-fascista e prezo a liberdade. Não sou saudosista de Salazar nem dos tempos de fascismo. Na minha opinião há que procurar aspectos castiços do antigamente, o qual naturalmente inclui a época de fascismo, mas procurar aspectos castiços da cultura e das pessoas do antes e não politicas, nem personalidades, muito menos alguem como Salazar. Não podemos esquecer o que este homem fez ao povo português, como o povo sofreu e como com isso, todo o país perdeu. Não é algo que se possa disfarçar com balelas propagandistas como autonomia económica e não sei o que mais o texto diz.
Espero ter deixado a minha posição clara.
Bem haja.
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